‘A união entre a
alma e o corpo começa na concepção, mas só se completa no instante do
nascimento. No instante da concepção, o Espírito designado para habitar
determinado corpo se liga a ele por um laço fluídico e vai aumentando essa
ligação cada vez mais, até o nascimento da criança.
Nesse intervalo,
seu estado é quase idêntico ao sono. À medida que a hora do nascimento se
aproxima, suas ideias se apagam, assim como a lembrança do passado, do qual não
terá mais consciência, como pessoa, logo que entrar na vida.
As faculdades inatas
a cada Espírito irão se desenvolver gradualmente com os órgãos. As ideias lhe
voltam pouco a pouco, como a uma pessoa que sai do sono e se encontra numa
posição diferente da que quando foi dormir.’
As qualidades morais, boas ou más, irão refletir na
vida encarnada. Quanto mais o Espírito for puro, mais o homem é levado ao bem.
Esse mesmo Espírito também oferecerá ao homem a inteligência, de acordo com o
grau alcançado em sua escala evolutiva.
O homem não tem em si dois Espíritos e esse tem vontade
única, com todas as aptidões para poder progredir. Se o homem fosse uma mistura
de Espíritos, essa vontade não existiria e não teria individualidade.
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