Não há nada mais
brilhante para nossa evolução do que uma sala de aula. Ainda mais quando nela
se ensina o amor ao próximo e a Deus. O espiritismo nos ensina que quando se
tem a liberdade de pensar, automaticamente também se tem a liberdade de agir. Sem
o livre arbítrio o homem seria uma maquina.
Educar a mente,
disciplinar a vontade, reprogramar-se, um dia fará parte dos programas de saúde
pública dos governos, pois o pensamento afeta diretamente o estado de saúde de
cada um de nós. Pensar de forma otimista e positiva gera bem estar. Quando
deste pensamento resulta ações que nos agradam e nos faz sentir bem, geramos um
estado benéfico para nosso próprio corpo.
Através das várias
fases da vida, a liberdade que temos no querer e no fazer vão mudando de acordo
com a evolução de nossas faculdades. Aumentam as responsabilidades sobre nossos
atos e também a consciência de seus resultados para nós e para os outros.
Nossas livres decisões
nesta vida refletem até certa forma predisposições instintivas que vamos
acumulando através das experiências de vida anteriores, conforme o adiantamento
atingido pelo espírito. Poderemos, assim, resistir mais ou menos as vontades terrenas, lembrando sempre,
no entanto, de que querer é poder.
A evolução do
espírito é condição básica para uma ampla consciência de nossas decisões.
Quanto menor, mais chances de não se ter a ideal visão do que seja um ato certo
ou errado a se concretizar. Apurar este sentido faz a necessidade que cada um de
nós tem em viver as diversas experiências na terra, essas que nós mesmos
propomos quando encarnados.
Aquele que
aniquila seu pensamento para apenas se ocupar da matéria, faz-se semelhante ao
bruto, age de forma inconsciente e fica aberto as ações do mal. Perturbar a
própria inteligência faz com que se perca o domínio do pensamento, o que
acarreta também perda de liberdade.
Por isto os
estágios da reparação requerem a vivência de etapas antagônicas, vidas diversas
e opostas, como a de um rico que volta como mendigo. Experiências que apuram o
livre pensar e agir de cada ser.
Ações para
satisfazer paixões brutas, não podem ser justificadas por estados de embriagues
ou parecidos, já que eles são atingidos de forma voluntária, consciente de que
acarretam privações e limitações no sentido da razão. Quando se é selvagem, se
age pelo instinto, o que não impede de também se utilizar da inteira liberdade
da escolha. Como na criança, essa liberdade é aplicada de acordo com suas
necessidades, e ela se desenvolve com a inteligência.
Por consequência,
tu, que és mais esclarecido do que o selvagem, és também mais responsável do
que ele pelo que fazes.
Para a maioria dos
espíritos, por falta da necessária evolução, não possuem nem mesmo a liberdade
de escolha para sua vida seguinte. Reencarnam compulsoriamente no sentido de
viver experiências que possam lhes tirar da obscuridade. Aos que podem escolher
o destino a seguir ao encarnar, para sofrer esta ou aquela prova, a fatalidade
se encerra neste ponto, pois durante a vida o que vai imperar é o seu livre
arbítrio.
No tocante as
provas morais e as tentações, o Espírito, conservando o seu livre arbítrio
sobre o bem e o mal, é sempre o senhor de ceder ou resistir. A vontade é
suprema, tenha ela a influência dos bons ou maus espíritos. A decisão está
sempre a disposição de cada um, de forma livre, seja quais os conselhos e
entraves que surjam.
Milhões irão
desencarnar sem jamais terem ouvido os ensinamentos do espiritismo. Assim,
privilegiados que somos, devemos construir para os outros os caminhos para que
também eles possam conhecer as possibilidades que temos na correta utilização
do livre arbítrio em suas vidas.
(Minha síntese da palestra
desta quarta-feira, na 24ª Semana Espírita de Mossoró)
* Lourenço Barros: orador pernambucano e conferencista espírita do Movimento Espírita Brasileiro.
* Foto: Comissão Regional
Espírita do Oeste Potiguar – CREOESTE.

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