Somos seres
perfectíveis. De acordo com a Lei da justiça, amor e caridade de Deus, tendemos
a perfeição. Para isso, não podemos desperdiçar momentos úteis em nossa vida,
deixando de fazer o que tem que ser feito, agindo, servindo como um exemplo do
bem que todos podemos ser.
Reconhece-se o
verdadeiro espírita pela consciência que possui. Quem não tem consciência não
tem crise de consciência, dorme bem, não perde noites de sono. O dormir mal
fica para os que entendem e preocupam com os problemas, procurando-os resolver.
Esses acabam encontrando a palavra de Jesus. Mas é preciso praticá-la, pois só conhecer
sem praticar não faz diferença nenhuma em relação a quem não a conhece.
O espírita que
busca nossos Centros para curar sua alma caída, quando acha que está curado
desaparece. Aquele que permanece é porque está na UTI, buscando na ajuda ao
outro a verdadeira razão da existência. Esse é o caminho para sair do mundo de ‘ego’
a qual a maioria de nós se encontra, pautando a vida na virtude.
Perdemos nosso
precioso tempo em julgar a vida dos outros. Encontramos inveja, preconceitos e
pecados em todo mundo, menos em nós mesmos. Apontamos os erros e as
fragilidades do próximo com muita facilidade, mas não procuramos os nossos. Não
é a terra que precisa de mudanças, são as pessoas. È por isso que poucas vezes
cumprimos a regra básica: ‘Amar Deus
sobre todas e ao próximo como a se mesmo’.
Certa vez,
conversando com um amigo que já havia feito dois concursos públicos e se
preparava para o terceiro, ele disse que daquela vez passaria. Sua
justificativa era a de que Deus o ajudaria. Disse a ele que existiam ali duas
verdades: a primeira, que ele não tivesse dúvida disso; a segunda, que por ser
Deus tão bondoso, ajudaria da mesma forma todos os seus concorrentes.
É
preciso que cada um tenha a consciência de que é preciso fazer a sua parte.
Desatar os nós,
tirar as pedras dos caminhos, se esforçar para fazer as escolhas certas são tarefas
nossas. Fazer o sol nascer todas as manhãs, esta é tarefa de Deus. Não importa
se vivemos na bonança ou na escassez, o que não devemos é esquecer que o que
não pode faltar é a presença de Deus em nossas mentes, coração e ação.
Enquanto a
sociedade viver a ilusão de buscar a perfeição estética ao invés da perfeição
moral, continuará a desperdiçar seu tempo no permanente caminho da evolução.
Passamos a vida lutando para cuidar e preservar o corpo, esquecendo-se de
cuidar da alma. Buscamos perfeição, alegria e prazer em companhias que
desejamos, mas não percebemos que não cobramos nem de nós mesmos estes
predicados. Sábado à noite nos questionamos sobre o porquê de estarmos sós, mas
não enxergamos que se não aguentamos ficar consigo mesmo uma noite, como
podemos querer que outro alguém se convença de que somos boa companhia?
Enquanto o homem
se omitir, se enganar ou não buscar reconhecer seus limites e defeitos, não reconhecerá
a necessidade de melhorar. No seu infinito amor, Deus procura criar condições
para que cada um possa expurgar os pontos negativos que possui. Deus pune os
filhos que ama, para que estes alcancem com mais rapidez a verdadeira
consciência do bem.
Tenham a certeza
de que é quando nossa vida entra em retrocesso que ganhamos o entendimento
ideal para fazer os ajustes necessários para nossa evolução. E assim é a
própria sociedade, que vive hoje momentos de crise familiar, social, política,
moral. Uma sociedade em busca da transição, em busca de um mundo regenerado.
Lembremos que não
é o mal que a gente não faz que ajuda nesta evolução, e sim o bem que devemos e
podemos fazer. O homem de bem é aquele que faz acontecer o bem, servindo de
exemplo aos outros na ação, na palavra e no exemplo.
Deus espera de
cada um de nós a verdadeira e eficiente contribuição para completar a sua obra: um mundo
perfeito, repleto de bondade e virtudes.
(Minha síntese da palestra
desta sexta-feira, na 24ª Semana Espírita de Mossoró)
* Rossandro Klinjey: psicólogo e professor no vizinho estado da Paraíba.
* Foto: Comissão Regional
Espírita do Oeste Potiguar – CREOESTE.

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