A obra de Allan Kardec que nos propomos traduzir de uma forma um pouco mais leve e objetiva não é fruto apenas da ampla capacidade intelectual e moral de seu autor. Na verdade, ela é na sua essência instruções ditadas pelos espíritos, em diversos países e por intermédio de diferentes médiuns, compiladas de forma organizada por Allan Kardec.
Essas comunicações estão registradas desde a antiguidade e por todas as épocas da humanidade. Em todas as regiões acham-se vestígios delas nos escritos, nas crenças e nos monumentos. Razão pela qual a Doutrina Espírita além de abrir novos horizontes para o futuro, também lança uma luz sobre muitos dos mistérios do passado.
‘É uma obra para uso de todo o mundo, pois nela cada um pode buscar os meios de adequar sua conduta à moral do Cristo.’
Quanto aos médiuns, a obra omite seus nomes, a maior parte a pedido dos próprios. Seus nomes não acrescentariam nenhum valor à obra dos espíritos, seria apenas a satisfação do amor próprio com a qual os médiuns, verdadeiramente sérios, não se preocupam. Eles compreendem que, sendo o seu papel puramente passivo, o valor das comunicações não realça em nada o seu mérito pessoal, e que seria infantil tirar vantagem de um trabalho de inteligência ao qual só prestaram um papel intermediário.
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