quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

DOS INSTINTOS AOS SENTIMENTOS. A LEI DO AMOR.


‘O amor resume inteiramente a Doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso alcançado. Na sua origem o homem só tem instintos, mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o ponto mais delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar da palavra, mas o sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre humanas.
Feliz aquele que, indo além da humanidade, ama com um amor generoso os seus irmãos em sofrimento; feliz aquele que ama, porque não conhece nem a angustia da alma, nem a do corpo; seus pés são ligeiros e ele vive como transportado fora de si mesmo.
Aquele em que os instintos dominam está mais perto do ponto de partida do que do objetivo a alcançar. Para avançar em direção ao objetivo é preciso vencer os instintos em proveito dos sentimentos, isto é, aperfeiçoar estes últimos, reprimindo os germes latentes da matéria.
Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; eles trazem consigo o progresso, como a semente que encera em si o carvalho; e os seres menos avançados são aqueles que, se despojando apenas lentamente de seus casulos, permanecem escravos dos instintos.
O Espírito deve ser cultivado assim como a terra, toda a riqueza futura depende do trabalho presente, e mais do que os bens terrestres ele vos dará a gloriosa elevação. É então que, compreendendo a Lei do Amor que une todos os seres, buscareis nela os suaves prazeres da alma que são o prelúdio das alegrias celestes.’

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