‘A morte não
inspira ao justo nenhum temor, porque, com a fé, tem a certeza do futuro; a
esperança lhe faz esperar uma vida melhor, e a caridade que praticou dá-lhe a
certeza de que não encontrará no mundo para onde vai nenhum ser do qual deva
temer o olhar.
Aquele que é mais
ligado à vida material do que à espiritual tem, na Terra, penalidades e
prazeres materiais; sua felicidade resume-se à satisfação ilusória de todos os
desejos. Sua alma, constantemente preocupada e afetada pelas contingências da
vida, permanece numa ansiedade e numa tortura perpétuas. A morte o assusta, por
duvidar do seu futuro e acreditar que deixa na Terra todas as suas afeições e
esperanças.
Aquele que se eleva
acima das necessidades artificiais criadas pelas paixões tem, já aqui na Terra,
prazeres desconhecidos ao materialista. A moderação de seus desejos dá ao
Espírito calma e serenidade. Feliz pelo bem que faz, não há para ele decepções,
e as contrariedades deslizam sobre a alma sem causar nenhuma impressão
dolorosa.’
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