quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A VIDA E A MORTE NA VISÃO DO ESPIRITUALISTA


‘A morte não inspira ao justo nenhum temor, porque, com a fé, tem a certeza do futuro; a esperança lhe faz esperar uma vida melhor, e a caridade que praticou dá-lhe a certeza de que não encontrará no mundo para onde vai nenhum ser do qual deva temer o olhar.
Aquele que é mais ligado à vida material do que à espiritual tem, na Terra, penalidades e prazeres materiais; sua felicidade resume-se à satisfação ilusória de todos os desejos. Sua alma, constantemente preocupada e afetada pelas contingências da vida, permanece numa ansiedade e numa tortura perpétuas. A morte o assusta, por duvidar do seu futuro e acreditar que deixa na Terra todas as suas afeições e esperanças.
Aquele que se eleva acima das necessidades artificiais criadas pelas paixões tem, já aqui na Terra, prazeres desconhecidos ao materialista. A moderação de seus desejos dá ao Espírito calma e serenidade. Feliz pelo bem que faz, não há para ele decepções, e as contrariedades deslizam sobre a alma sem causar nenhuma impressão dolorosa.’

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