Há quem não se considere bom o bastante para
exercer uma boa influência ao rezar por outra pessoa, pensando não ser digno de
ser escutado. Reconhecer certa inferioridade é até uma prova de humildade, sempre
agradável a Deus, que leva em conta, na verdade, a intenção caridosa que o faz
procurar a oração.
O fervor e a confiança em Deus são um primeiro
passo no sentido do bem e para o qual os bons espíritos sentem-se felizes em
encorajá-lo. A prece que pouco vale é a do orgulhoso que tem fé em seu poder e
em seus méritos, acreditando ser capaz de substituir a vontade do Eterno.
‘O poder
da prece está no pensamento; não provém das palavras, nem do lugar, nem do
momento em que é feita. Pode-se, portanto, orar em qualquer lugar, a qualquer
hora, a sós ou junto com outras pessoas.
Muitos
oram por dever, alguns, mesmo, pelo hábito, por isso consideram haver cumprido
o seu dever ao dizerem uma prece um determinado número de vezes e nesta ou
naquela ordem. Deus, porém, lê o íntimo dos corações; vê o pensamento e a
sinceridade; acreditar que Ele seja mais sensível à forma do que à essência da
prece seria rebaixá-lo.’
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