‘O túmulo é o local
de encontro de todos os homens; ali terminam definitivamente todas as
distinções humanas. É em vão que o rico tente perpetuar sua memória nos
monumentos grandiosos; o tempo os destruirá, como o corpo.’
A lembrança das boas e más ações de um homem é o que
vale, e ela será menos duradoura do que seu túmulo. Nenhuma pompa, nenhuma
solenidade, por maior ou menor que seja, limpará o espírito de suas torpezas e
não o fará subir um só degrau na hierarquia espiritual.
Os monumentos fúnebres são apenas demonstração de
orgulho, muitas vezes dos parentes, que desejam glorificar a si mesmos. Nem
sempre é pelo morto que se fazem essas demonstrações: é amor-próprio, pelo
mundo e para ostentar riqueza.
‘Acreditais que a
lembrança de um ser querido seja menos durável no coração do pobre, porque só
pode colocar uma flor no túmulo do seu parente? Acreditais que o mármore salva
do esquecimento aquele que foi inútil na Terra?’
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