É por esta razão que
qualquer perda de bens leva o homem a um desgosto profundo, um
descontentamento, uma esperança perdida. A vaidade ou o orgulho ferido são, da
mesma forma, tormentos que fazem da sua vida uma angustia sem fim, e assim,
voluntariamente, ele se entrega a uma verdadeira tortura em todos os instantes.
Ao contrário, a idéia de que
existe vida após a morte, dá ao homem uma fé inabalável no futuro, que tem consequências
imensas sobre sua moralização, visto que ela muda completamente o ponto de
vista sob a qual ele encara a vida terrestre.
‘Para aquele que se coloca na vida
espiritual, que é indefinida, a vida corporal não é mais que uma passagem, uma
curta estada em um país ingrato. Os problemas e atribulações da vida não são
mais que incidentes que ele recebe com paciência. A morte nada tem de assustador,
não é mais a porta para o nada, e sim, a entrada de uma morada de felicidade e
de paz.’
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