sexta-feira, 2 de março de 2012

QUAL O VALOR DE UMA PRECE?


A prece é um ato de caridade, um impulso do coração em direção a Deus. Quem cobra por ela, transformar-se em intermediário assalariado, fazendo com que a prece torne-se uma fórmula cujo tamanho fica proporcional ao preço que ela custe.
‘Ora, das duas, uma: ou Deus mede ou não mede suas graças pelo número de palavras. Se forem necessárias muitas palavras, porque dizer poucas, ou quase nenhuma, por aquele que não pode pagar? É uma falta de caridade. Se uma palavra é suficiente, as demais são inúteis; por que então fazer pagar por elas? É uma desonestidade.
Deus não vende os benefícios que concede. Por que, então, aquele que nem mesmo é o distribuidor, que não pode garantir a sua obtenção, faria pagar um pedido que talvez não produza resultado?’
A razão, o bom senso e a lógica dizem que Deus, a perfeição absoluta, não pode delegar a criaturas imperfeitas o direito de estipular preço para a sua justiça. Deus não pode subordinar um ato de clemência, de bondade ou de justiça a uma soma de dinheiro. Do contrário, dele resultaria que, se a soma não é paga ou é insuficiente, a justiça, a bondade e a clemência de Deus seriam suspensas.

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