A prece é um ato de caridade, um impulso do coração em
direção a Deus. Quem cobra por ela, transformar-se em intermediário assalariado,
fazendo com que a prece torne-se uma fórmula cujo tamanho fica proporcional ao
preço que ela custe.
‘Ora, das duas,
uma: ou Deus mede ou não mede suas graças pelo número de palavras. Se forem
necessárias muitas palavras, porque dizer poucas, ou quase nenhuma, por aquele
que não pode pagar? É uma falta de caridade. Se uma palavra é suficiente, as demais
são inúteis; por que então fazer pagar por elas? É uma desonestidade.
Deus não vende os
benefícios que concede. Por que, então, aquele que nem mesmo é o distribuidor,
que não pode garantir a sua obtenção, faria pagar um pedido que talvez não
produza resultado?’
A razão, o bom senso e a lógica dizem que Deus, a
perfeição absoluta, não pode delegar a criaturas imperfeitas o direito de
estipular preço para a sua justiça. Deus não pode subordinar um ato de
clemência, de bondade ou de justiça a uma soma de dinheiro. Do contrário, dele
resultaria que, se a soma não é paga ou é insuficiente, a justiça, a bondade e
a clemência de Deus seriam suspensas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário